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Eventos | Target Assessoria de Comunicação | 24/04/2013 16:12:26 | 1677 Acessos
Maria do Céu Guerra, primeira dama do teatro português, participa da programação do ano de Portugal no Brasil com peça inédita
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Atriz apresenta espetáculo inspirado na obra de Fernando Pessoa, de 03 a 05 de maio, no Teatro Dulcina

A atriz portuguesa Maria do Céu Guerra, primeira dama da arte dramática em seu país e com reputação comparável à de Fernanda Montenegro no Brasil, chega em maio ao Rio de Janeiro. A peça “Menino de sua avó”, inédita por aqui, terá três apresentações, de 03 a 05 de maio no Teatro Dulcina, como parte da ocupação Dulcina abre o Pano. O espetáculo, um dueto cênico entre Fernando Pessoa e sua avó paterna – Dionísia Seabra Pessoa, participa da programação do ano de Portugal no Brasil.

Escolha mais justa, segundo a atriz. “Fernando Pessoa é um nome e um imaginário muito caro ao público brasileiro. Trazemos um Pessoa jovem, que escreve em inglês e se autodenomina Alexander Search, o seu heterónimo menos estudado. Ela divide o palco com Adérito Lopes, intérprete do jovem poeta. Em cena, a fantasia e a realidade se confundem, à maneira pessoana, com personagens que se cruzam do lado de cá e de lá da vida”.

Uma vez que a avó, tida como louca, é presença recorrente na história do escritor, e o nome dela é a declinação feminina em português de Dioniso (o deus grego do teatro), nada mais óbvio para o dramaturgo Armando Nascimento Rosa que juntar os dois em cena. A ficção do teatro permite que eles conversem em todos os momentos, em registros de diálogo vivo, com humor - como convém a uma avó insana e a um poeta criador de pseudônimos e máscaras. Juntos, eles atravessam o século XX português e chegam à atualidade numa narrativa quase mítica que Maria do Céu define como “um elogio ao teatro e à poesia”.

O título “Menino de sua avó” ainda faz referência à obra pessoana, uma vez que recorda o título do poema “O menino de sua mãe” (também mote para um espetáculo de Maria do Céu Guerra, a partir da poesia e dos dramas do autor). A montagem chega ao Brasil dentro de duas propostas culturais: o ano de Portugal no Brasil, por um lado e, por outro, homenagear Fernando Pessoa, escolhido como o protagonista das comemorações.

Em 2012, no entanto, Maria do Céu esteve no Brasil encenando um espetáculo de autoria de um brasileiro – “Dona Maria, a louca”, do catarinense Antônio Cunha. Os autores nacionais, inclusive, têm um peso em sua obra. Ela fazia teatro desde a época da ditadura do Estado Novo, quando as artes sofriam censuras do regime. Não podia escolher trabalhar com determinado autor, não devia falar de certos assuntos. Mesmo após a Revolução dos Cravos, os diretores, dramaturgos e atores ainda faziam um teatro “antigo” – na concepção da atriz.

Após algumas experiências com a dramaturgia brasileira, entretanto, ela conheceu o trabalho de Augusto Boal e seu “teatro do oprimido”, o que diz ter mudado suas perspectivas. O ator tinha de despir-se do ego, da ideia de ser o melhor em cena, para voltar a ser criança – como se a arte dramática fosse uma brincadeira, para buscar uma maior comunicação com seu público. Ainda segundo ela, a história companhia da qual faz parte – A Barraca – é marcada pela descoberta desta nova forma de criação. Um modo que Boal já usava no Brasil há anos.

Quando veio para o Brasil pela primeira vez, há 33 anos, A Barraca recebeu boa aceitação do público e da crítica – o que, para Maria do Céu, é reflexo da influência do autor brasileiro. “Fomos o grupo que acolheu Boal quando exilado político, e transportávamos no nosso trabalho a marca da sua escola. Mas também éramos um grupo de um Portugal que eliminara seu passado de autoritarismo e incultura (em referência ao Estado Novo). Éramos novos, democráticos e livres”.

Depois desta primeira visita, muitas se seguiram. Foi o início de um intercâmbio que levou também artistas brasileiros às terras lusitanas. Se apresentaram lá o próprio Boal, Maria Adelaide Amaral, Guarnieri, Josué Montello, Carlos Queiroz Telles, Antônio Cunha.

Destas idas e vindas, agora, diz esperar a sala do Dulcina cheia de um público disposto a assistir “uma abordagem inteiramente diferente a Fernando Pessoa, de que os brasileiros tanto gostam. Espero que gostem também da sua avó Dionísia. Os loucos são muito carentes”.

Maria do Céu Guerra
Maria do Céu Guerra é uma atriz portuguesa, nascida em Lisboa. No início da carreira, entrou para a Casa da Comédia, de Fernando Amado. À época, ela sequer imaginava se tornar atriz. Estudava letras na Universidade de Lisboa, mas a proposta vanguardista da Casa da Comédia a seduziu. Passou depois para o Teatro Experimental de Cascais, onde se profissionalizou. Depois de passar por mais algumas companhias, fundou A Barraca, onde está até hoje.

Adérito Lopes
Adérito Lopes também é um ator lisboeta. Iniciou a carreira no grupo de teatro independente “O palmo e meio”, ao mesmo tempo em que frequentava a oficina “Espaços e expressões” na Comuna – Teatro de Pesquisa. Mais tarde, fez o curso de formação de atores da Escola Profissional de Teatro de Cascais, por onde Maria do Céu também passou. Foi aí também onde ele fez sua estreia profissional.

Armando Nascimento Rosa
Armando Nascimento Rosa é um dos dramaturgos portugueses vivos com maior representatividade. Sua estreia cênica, “Lianor no país sem pilhas”, encenada por João Mota, recebeu o Prêmio Revelação Ribeiro da Fonte, em 2000. Muitos de seus espetáculos foram traduzidos para o inglês ou espanhol e encenadas mundo afora.

 

Serviço:
Menino de Sua Avó

Um dueto cénico entre Fernando Pessoa e a sua avó Louca. Sete encontros onde o fantástico ganha a cena. Nesta “Divertida fantasia”, material e imaterial confundem-se, à maneira pessoana, entre personagens que se cruzam entre o lado de cá e o lado de lá da vida.

Temporada: dias 03, 04 e 05 de maio (às 19h)
Local: Teatro Dulcina – Rua Alcindo Guanabara 17 - Cinelândia. Telefone: (21) 2240-4879
Ingressos: R$20 (inteira) | Duração: 135 minutos (intervalo de 10min) | Lotação: 429 lugares
Classificação: 12 anos

Ficha Técnica: Encenação Partilhada |Apoio: Rita Lello | Música original: António Victorino d'Almeida| Harpa: Ana Dias | Cenografia e figurinos: José Costa | Aderecista: Marta Fernandes da Silva | Vídeo: Paulo Vargues | Sonoplastia: Ricardo Santos | Iluminação: Fernando Belo | Figurino: Alda Cabrita |Montagem: Mário Dias| Assistência: Marta Soares | Produção Executiva: Paula Coelho e Inês Costa| Secretariado: Maria Navarro | Fotografia: MEF Luis Rocha

Data 03/05/2013
Endereço Rua Alcindo Guanabara 14
Cidade RIO DE JANEIRO Estado RIO DE JANEIRO País BRASIL
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E-mail leticia@target.inf.br Fone (21) 35490028
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