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Pautas | ORIGINAL 123 | 19/12/2017 11:31:14 | 115 Acessos
Desconhecimento e falta de hábito explicam baixa procura por museus

Em uma sociedade complexa como a brasileira, o papel dos museus é de fundamental importância para a valorização do patrimônio cultural como dispositivo estratégico de aprimoramento dos processos democráticos. Para cumprir essa função, esses espaços devem estar a serviço da sociedade e do seu desenvolvimento.

Apesar do aumento gradual e constante nos últimos anos, o número de visitantes em museus daqui ainda é muito baixo em relação a outros países. E são várias as explicações para a baixa procura. Segundo Nelson Colás, diretor de Relações Institucionais da Feambra (Federação de Amigos de Museus do Brasil), uma das causas é a falta de hábito do brasileiro em frequentar esses locais. “Por sermos um país jovem, com uma grande miscigenação ética e educação patrimonial ainda tão precária, também existem aqueles que acham que só o que é novo é bom e interessante”, diz Colás.
A falta de conhecimento e reconhecimento com o que está sendo exposto em instituições culturais também justificam esse distanciamento. O fator principal, no entanto, pode até parecer óbvio: o Brasil possui poucos centros culturais. Segundo o Panorama Museus no Brasil de 2010, levantamento realizado pelo IBRAM (Instituto Brasileiro de Museus), dos mais de 5.500 municípios brasileiros, 78,9% não possuem museus.

Mas há também números positivos. O índice de museus da Themed Entertainment Association (TEA), publicado recentemente na revista “The Art Newspaper”, mostra que 38 museus pelo mundo levaram cada um mais de 2 milhões de visitantes em 2016. O Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, aparece em 34º nesta lista, com 2,216 milhões de visitantes. O outro CCBB, de Brasília, levou 1,468 milhões de visitante em 2016. O CCBB de São Paulo, levou quase 1 milhão de pessoas,

Segundo o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), autarquia vinculada ao Ministério da Cultura, os museus mais visitados do país em 2016, exceto os CCBBs, foram: Museu do Amanhã, no Rio (1,4 milhão de visitantes); Museu da Imagem e do Som, em São Paulo (446 mil visitas); MASP (408 mil); MAR – Museu de Arte do Rio (404 mil); Museu Imperial, em Petrópolis (368 mil); Pinacoteca do Estado de São Paulo (325 mil); Instituto Inhotim, em Minas (322 mil); Museu do Futebol, em SP (320 mil) e Museu Histórico Nacional, no Rio (125 mil).

Ao analisar esses números, verificamos que o aumento da visitação se deve muito às exposições de artistas e temas relevantes e à divulgação maciça pela mídia. Museus que se dedicam à cultura brasileira têm posição de destaque, como o MIS, Museu Imperial, Museu do Futebol, Museu Histórico Nacional, entre outros.

Infelizmente, uma conclusão mais sólida dependeria de mais pesquisas. Levantamentos nesta área ainda não acontecem de forma regular no país, o que dificulta o acompanhamento mais preciso.

A Feambra

A Federação de Amigos de Museus do Brasil (Feambra) é uma entidade sem fins lucrativos que tem o papel primordial de favorecer a criação e o desenvolvimento de Associações de Amigos de Museus em todo o território nacional. Foi fundada em 11 de outubro de 1.989 com a missão de colaborar na preservação e divulgação do Patrimônio Cultural do Brasil, por meio do desenvolvimento de Associações de Amigos de Museus, além de apoiar os museus, associações e entidades culturais em suas atividades para o enriquecimento cultural de nossa sociedade.

Como membro ativo da Federação Mundial de Amigos de Museus (World Federation of Friends of Museums – WFFM), representa seus associados - Associações de Amigos, museus e entidades culturais, pessoas físicas – no exterior. Também faz parte do Comitê Gestor do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).

www.feambra.org

 

Sociedade precisa de museus e museus precisam da sociedade, afirmam especialistas em debate

Com o tema “A hora de a sociedade participar - Quem paga a conta?”, a Federação de Amigos de Museus (Feambra) reuniu, durante a 4ª Rodada de Conhecimento, personalidades do universo museal e amantes da cultura para debater a multiplicidade de formas pelas quais as culturas dos grupos e sociedades encontram a sua expressão, políticas culturais, aportes de diferentes comunidades, diálogos interculturais e desafios dos museus com seus públicos, entre outros conteúdos.

Abrindo os trabalhos, a diretora-geral da Feambra, Camila Leoni, destacou a participação da Federação no Comitê Gestor do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e a vocação da entidade na ajuda e preservação do patrimônio brasileiro por meio das Associações de Amigos de Museus. “Entre nossas atividades ajudamos a incentivar a sociedade a trabalhar junto aos museus, mostrando seu poder de inclusão. Criamos, por exemplo, o Banco de Voluntários voltado para a cultura, onde os museus podem incluir as vagas estatutárias e os voluntários podem se inscrever. Fazemos o cruzamento dessas informações para direcionar quem mais se encaixa em cada vaga disponível”, explica. O advogado José Marcelo Braga Nascimento, presidente da Feambra, lembra que a entidade tem mais de 130 associados. “Isso nos coloca entre as 5 maiores federações do mundo”, diz. A Feambra também faz parte da Federação Mundial de Amigos de Museus (World Federation of Friends of Museums – WFFM). “Representamos nossos associados no exterior: as Associações de Amigos, os museus e as entidades culturais”.

Envolvimento da sociedade

Um dos temas mais debatidos foram os dados apresentados por Gabriela Aidar, coordenadora dos Programas Educativos Inclusivos do Núcleo de Ação Educativa da Pinacoteca de São Paulo e do Conselho Internacional de Museus/ICOM-BR. Eles mostram, com base em pesquisas de 2007 e 2010 do IPEA e também com dados de pesquisa focados em São Paulo, como a população brasileira frequenta pouco os museus, mesmo em faixas mais privilegiadas. E que essa frequência diminui ainda mais entre a população mais carente.

Nesse sentido, a museóloga e consultora da Feambra Fernanda Santiago relembrou que, quase sempre, o primeiro contato do cidadão com a arte é na escola, seja visitando um museu, seja frequentando aulas de arte que fazem parte da grade escolar. "Quando o aluno é incentivado a expandir seu modo de ver, de se expressar e de se comunicar por meio do que está sendo apresentado a ele, tanto nos museus quanto dentro da sala de aula, ele se torna um cidadão capaz de se conhecer e se reconhecer dentro da sociedade de uma forma muito melhor", afirmou.

Flávia Veloso, diretora do Museu Brasileiro da Escultura (MUBE), há mais de 10 anos atua como voluntária em museus. Ela falou sobre a importância da sociedade para a manutenção da cultura. “A forma como a sociedade enxerga os museus tem que mudar. Os museus têm que se aproximar da sociedade para que ela possa participar e se sentir parte”, alertou. Flávia lembra que a Associação de Amigos de Museus ajuda a cumprir esse papel de aproximação, pois cria espaços e cuida de sua manutenção. Marcos Arbaitman, presidente da Associação AME Jardins, concordou, falando sobre a importância de uma sociedade participativa mostrar seu poder de contribuição e tornar os museus um espaço mais democrático.

Participação da OAB-SP

Marcos da Costa, presidente da OAB paulista, destacou a importância de os jovens e crianças compreenderem a história do país e a importância da democracia para se viver com liberdade. Ele lembrou que está sendo construído, com esse foco, o Memorial da Luta pela Justiça, na Avenida Brigadeiro Luis Antônio, número 1.249, na capital paulista. Foi nesse endereço que presos políticos foram julgados pela 2ª Circunscrição Judiciária Militar durante a ditadura militar (1964-1985). “O espaço tem como objetivo dar acesso para que o cidadão conheça a história da democracia brasileira, principalmente crianças e jovens que já nasceram em um regime democrático e não sabem como foi viver sob o regime militar”, disse Marcos da Costa.

Ele falou também sobre a importância da sociedade neste processo, por meio de doações e ajuda na manutenção do memorial. “Estamos em fase de captação de recursos. Já temos instituições estrangeiras interessadas em nos ajudar com o projeto. Também contamos com a ajuda da Feambra na criação da Associação de Amigos de Museus para ajudar o memorial a se manter”, ressaltou.

A Feambra é uma entidade sem fins lucrativos que tem o papel primordial de favorecer a criação e o desenvolvimento de Associações de Amigos de Museus em todo o território nacional.

Fonte sugerida:
Nelson Colás, diretor de Relações Institucionais da Feambra (Federação de Amigos de Museus do Brasil)
(11) 97223-7943

Silvana Deolinda
Assessora de Imprensa
Original 123 Comunicações
(11) 3093-2024 / 994.314.746

 

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